Você tem um sonho? Eu tenho!

Você tem um sonho? Eu tenho!

Eu tenho um sonho! E aí você diz “é óbvio, todo mundo tem”, mas deixa eu te falar: eu realmente tenho um sonho. Eu tenho um sonho, e já peço perdão pela repetição e insistência nessa palavra, de ver muita gente lendo. Mas, mais do que isso, muita gente escrevendo! Talvez porque eu esteja constantemente criando histórias na minha cabeça, imaginando mundos e fundos para pessoas que eu vejo na rua, que eu tenho essa vontade de ver pessoas produzindo também. Trazendo novos personagens à tona, novos mundos pra gente mergulhar. Até porque, o nosso anda meio chato, né?

Porém, todavia, contudo e no entanto, eu sei que é difícil. Depois que a gente termina uma história, por mais incrível que ela seja, rola aquele medo e aquela incerteza do que fazer com ela. Afinal, até minutos antes, ela era também um sonho. Ela só estava nas nossas cabeças e, do nada, se materializou numa tela ou num papel, e está quase pronta para ganhar o mundo. E quando a gente abre as portas para esse novo passarinho voar, sempre tem um ou outro que corta as asinhas dele e acaba com o que poderia ser o sonho mais incrível que nós já realizamos. É, minha gente, a realidade do mundo literário pode ser pior que uma história de terror. Mas eu não conseguia me conformar, eu precisava fazer alguma coisa.

A minha ideia inicial era achar um jeito de publicar as minhas histórias. Mas publicar mesmo, em papel e digital, de uma forma que ficasse ao alcance das pessoas e com cara de profissional. Eu queria que a Ana Maria e o Bernardo continuassem suas aventuras, que a Elena e o Sam (oi, surpresa!) montassem espetáculos e fizessem apresentações mundo afora, que o Harry realmente encontrasse um planeta pra Sophia (olha outro spoiler aqui!). Eu queria que eles saíssem não só da minha cabeça, mas também do meu computador. E, é claro, que fossem tratados com todo amor e carinho como foram durante toda a concepção (mãe babona mode on).

Mas eu sei também que as editoras precisam viver. Elas precisam ganhar dinheiro, para sustentar seus projetos às vezes antigos e até ultrapassados, e continuar nos presenteando com as aventuras que nos cercam. E isso nem sempre significa olhar com tanto carinho assim para todos os personagens, por mais incríveis que eles sejam. E, com essa vontade imensa de fazer esse papel, de dar amor a quem me dava tantos bons momentos, que eu chamei minha comadre e falei “bora abrir uma editora?”. E ela, que tem menos juízo do que eu, topou! Desse momento em diante, passamos a aprender tudo o que podíamos, desde o comecinho de como as coisas funcionam, passando pela parte burocrática, até que saiu a Tulipa Editora. Gente, agora EU TENHO UMA EDITORA!

Mas menina, que puta sonho! Me conta mais!

Conto, porque eu posso passar horas e horas falando sobre isso e nunca me cansar. Eu conto que a Tulipa surgiu há muitos anos na minha cabeça, durante a aula de e-Business & Webdesign, na ILSC de Vancouver. Nós tínhamos que pensar numa empresa e montar um projetinho sobre ela, como funcionaria e tudo mais. Aquela história do canvas para negócio, que é sensacional! Na época, eu montei o Coxinha & Friends, com direito a logo, site e até degustação, para a alegria do Adam, meu professor, que comeu coxinha pela primeira vez na vida numa manhã de julho/2014. Mas, apesar do sucesso da minha empresa fictícia, eu fiquei com a ideia de uma editora na cabeça. A sementinha do meu sonho foi plantada ali!

Com o tempo, enquanto eu assistia os autores internacionais atropelando os nacionais, editoras  (ahem, experiência pessoal!) simplesmente abrindo mão de alguns títulos, fingindo que eles nem existiam mais e outras injustiças, comecei a sonhar mais alto. A Tulipa precisava sair do papel! Ela tinha que deixar de ser um sonho meu e ser um sonho nosso, de todos os escritores brasileiros, que fazem o maior sucesso em plataformas gratuitas, mas não são reconhecidos por isso.

Então comecei a conversar com a comadre à respeito, falar sobre minhas dificuldades com a minha editora e o quanto eu recebia por livro vendido. Falei como eu achava isso tão errado, embora entendesse que tudo custa muito caro, mas que era um efeito dominó: se não divulga, não vender, se não vende, não ganha e se não ganha, não paga. É uma cadeia tão óbvia, mas que algumas editoras demoraram a perceber. Ela foi entrando na onda comigo, não só escutando, mas realmente ouvindo o que eu falava, idealizando junto comigo. E foi assim que a Tulipa Editora saiu!

Ela nasceu com o propósito de abrir portas aos autores nacionais, ajudar a transformar aquela história num livro e tudo da maneira mais justa possível. Nós queremos que os escritores sintam que podem confiar em nós e que serão, de fato, reconhecidos pelo trabalho que tiveram em criar aquele mundo. Sem contar que buscamos praticidade, redução de custos e um contato mais pessoal com os leitores, que são a outra prioridade do nosso negócio.

Hoje, oficialmente, abro nesse blog (que é meio abandonado, mas que eu amo), uma tag sobre ela: a Tulipa. Quero contar tudo o que fizemos de certo e errado, além, é claro, de apresentar nossos lançamentos. E segura, que já tem livro novo na área e eu mal posso esperar pra vocês lerem sobre ele!

Enquanto isso, fiquem com a minha nova assinatura.

Um beijo,

Mariana Pereira — Coordenadora Editorial na Tulipa Editora.

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