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Resgate: um texto de dentro do avião

Há algumas semanas, comprei uma escrivaninhas nova. A minha já estava meio capenga, coitada. E na arrumação, acabei achando meu Filofax vermelho, divo master, agenda mais linda que já comprei. Fui dar uma fuçada e, dentre as coisas mais curiosas que eu encontrei, estava um texto escrito em 2015. Eu lembro que estava dentro de um avião da Passaredo, voando de Ribeirão Preto para o Rio de Janeiro. A ideia provavelmente era postar, porque eu mencionei isso no texto. Então resolvi cumprir a missão com 3 anos de atraso.

Espero que gostem. Eu ri muito, na verdade. Não lembrava que eu podia ser tão sincera nos meus devaneios aéreos. Fora que foi bem legal relembrar um pouco dessa minha vida pelos ares e desse meu amor por aviões e aeroportos. Confesso: um dos meus sonhos é aprender a pilotar. Quem sabe um dia, né?

Enquanto isso, presenteio vocês com essa pérola. Aproveitem!

Gosto de avião. Assim mesmo, sem rodeios. Gosto tanto que escrevo esse post de dentro de um. A chance de ir ao Rio de Janeiro novamente apareceu e eu não podia deixar passar. Como em todas as outras idas, a "cidade maravilhosa" promete novas e emocionante histórias. Mas voltemos aos aviões.

Se eu pudesse, só viajaria assim, pelos ares. Sei que muitas pessoas tem medo, acham que as chances de morrer são maiores. Besteira. Acontecem muito mais acidentes de carro do que de avião. E também, as chances de sequelas resultantes de um acidente de carro são bem grandes. Já de avião…

Entrei num avião pela primeira vez há mais de 10 anos. Comecei indo pro Rio Grande do Sul. Depois Bahia, Canadá, Rio de Janeiro, Argentina, Rio de novo. Viagens com os pais, com amiga, com cachorro. Poucas malas, muitas malas. De Airbus, de Embraer e de ATR72. Voos internacionais em aeronaves gigantes, voos nacionais em aviões pequenos. Hoje, 16 de maio de 2015, estou no meu voo mais "compacto".

Já tive vizinhos de poltronas quietos, ansiosos, medrosos (oi pai!) e inexistentes. Três poltronas só pra mim. Já peguei voo lotado, desses que não dá para se mexer direito. Já peguei voo internacional quase vazio. A Air Canada já me ouviu suspirar de alívio ou chorar de dor. A Tam já me levou várias vezes. Desde a primeira, na verdade. Já passei medo na Gol, que disse que seu avião "mais seguro" era o que eu estava. E ele era da época da Varig!A Azul me encantou com a aeronave, me perdeu com os preços. Suas poltronas brancas são lindas, mas caras demais. Comissários? Alguns sérios, outros carinhosos, mas todos muito bem treinados.

Já vi comissária da Air Canada bancando a babá e andando pelo avião inteiro com um bebê, só para que a mãe pudesse jantar. Aliás, café da manhã, lanche da tarde e janta em avião são sempre… interessantes. Na AC, tive o mesmo cardápio por 3 vezes. Não é fácil!

resgate-um-texto-de-dentro-do-aviaoTurbulência em avião pequeno é mil vezes pior que em avião grande. Sacode até a alma. Ah, também já perdi voo. Duas vezes, por sinal. Faz parte, eu acho. E já me perdi em aeroporto. Foram 3 vezes e sempre no mesmo (beijos, Toronto!). Já tive que tirar os sapatos, já abri mala na inspeção, já abriram minha mala e já paguei excesso de bagagem. Já paguei pro meu cachorro e ele se comportou como um cavalheiro.

E por que eu to falando tudo isso? Porque hoje estreio minha sequência de viagens com a Passaredo e fique nostálgica. Aviões até parecem ser todos iguais, mas não são. Cada um carrega uma história, carrega lembranças boas e ruins. E eu adoro isso. A Mariana do primeiro voo da Tam é 100% diferente da Mariana da Passaredo. Mas ambas concordam numa coisa: elas amam aviões. E aeroportos. E essa vida aérea.

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