Cidadania portuguesa: o começo | Do trabalho pra casa
Do trabalho pra casa

Cidadania portuguesa: o começo

Se tem algo que aprendi quando fiz intercâmbio é que tem um mundo gigante lá fora. E que eu tenho uma necessidade grande de fazer parte dele. E ter uma segunda cidadania, é algo que ajuda muito!

Há muito tempo que converso com meus pais sobre tirar cidadania europeia. Da parte do meu pai, posso pedir a italiana. Da parte da minha mãe, a portuguesa. Mas o grande desafio está justamente nesse verbo: pedir.

Para dar entrada na cidadania italiana, tínhamos todos os documentos do meu bisavô, pai da minha avó paterna. Luzia, esposa do italiano e minha bisavó, faleceu há três anos e guardava os pertences do marido com muito carinho. Só precisávamos, de fato, iniciar as transcrições para o italiano e abrir o processo no consulado. O tempo de espera? Em média 12 anos. Ou então, era só pagar mais de R$50 mil e correr o risco de ser uma das pessoas que perderam todo o processo por irregularidades.

Aqui pausa para uma observação: se tem algo que eu aprendi num curso que eu fiz sobre a Disney é pra não mentir para consulado/oficial de imigração. O jeitinho brasileiro só funciona aqui, então nem vale a pena se arriscar. E essa coisa de "caminho mais rápido" nem sempre significa "caminho mais seguro". Na real, quando tentamos burlar alguma coisa, as chances de dar errado são grandes. E pagamos caro demais, tanto pelo dinheiro, quanto pelo tempo perdido.

Decidi, então, que faria a cidadania portuguesa. E comecei a minha saga apenas com esse documento:

cidadania-portuguesa-o-comeco

Ou seja, não comecei com muita coisa. Porque, por mais que soubéssemos sobre ela aqui no Brasil (cidade de casamento, onde nasceram os filhos, onde faleceu), não tínhamos o exato local de nascimento. E a data que consta no panfletinho não estava correta também.

cidadania-portuguesa-o-comecoDos filhos da minha bisavó, somente um é falecido, há muitos anos. Morreu num acidente de carro. Os outros 5 estão vivos e temos contato constante com eles. Mas nenhum sabia informar onde Maria tinha nascido. E foi quase um parto conseguir essa informação.

Essa introdução toda foi para convidar vocês a acompanharem a série de posts que vou fazer sobre o meu processo. Assim como eu, muitas pessoas tem esse sonho e buscam informações sobre seus parentes em outros países. Acredito muito no poder da comunicação e no compartilhamento (correto!) de informações. Por isso, vou explicar como consegui meus documentos, como foi o primeiro processo e em que pé estamos.

Mas uma coisa eu posso adiantar: preparem os bolsos, porque custa caro!

Cidadania Portuguesa: as transcrições
Cidadania portuguesa: os documentos
Cidadania portuguesa: você tem direito?