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Cidadania Portuguesa: as transcrições

Depois de encontrar os documentos que me permitiam conseguir a cidadania portuguesa, me joguei em busca de informações sobre o primeiro passo. E tudo começa com a boa e velha transcrição.

Quando minha bisavó veio ao Brasil, ela era solteira. Se casou aqui, teve filhos e faleceu, mas nunca atualizou as informações no Consulado de Portugual. E convenhamos: obter a cidadania nada mais é do que isso. Uma atualização de dados. Por isso, antes de dar entrada no processo do meu avô, foi necessário transcrever o casamento e o óbito de Maria em seu país de origem. Eu sei que algumas pessoas optam por dar entrada direto por Portugal, mas como eu fiz pelo Consulado, vou falar sobre esse meio de atendimento.

Eu achei o processo de transcrição bem tranquilo. Mas acho que isso só ocorreu porque eu garanti que tivesse os documentos pro processo inteiro do meu avô (clique aqui e veja como consegui os documentos). Desde a transcrição até a cidadania. Obviamente, tive que fazer uma ou outra correção. Mas qualquer coisa que o Consulado precisasse, eu já sabia onde conseguir. Então fica uma dica valiosa: antes de iniciar qualquer coisa da sua cidadania portuguesa, tenha tudo em mãos.

E eu só precisei transcrever o casamento porque minha bisavó era portuguesa. Como meu bisavô declarou o nascimento dos filhos, eu precisava provar que meu avô era filho da Maria. E essa prova começou com o casamento deles.

Abaixo segue a lista dos documentos que enviei para a transcrição de casamento e de óbito:

Casamento
– certidão de nascimento da Maria (não é obrigatório, mas enviei mesmo assim);
– certidão de nascimento do Joaquim (simples);
– certidão de casamento no civil de Maria e Joaquim (inteiro teor, obtida no Brasil);
– certidão de casamento religioso de Maria e Joaquim (uma carta enviada pela diocese local);

Óbito
– certidão de óbito da Maria (inteiro teor)

O envio dos documentos + valores

Depois de conseguir tudo, preenchi o formulário no sistema do Consulado e levei ao cartório para que fossem apostilhados (o famoso Apostilhamento de Haia, clique aqui e saiba mais). Não poupei selos: até mesmo a carta da diocese, que nem era necessário enviar, eu paguei para apostilhar. Só deixei a certidão de nascimento da minha bisavó de fora, porque o próprio Consulado diz que não precisa nem mandar. Mas do jeito que eu sou cismada, optei por imprimir a via que comprei no Civil Online e mandei. Queria economizar tempo, já que o pessoal do Consulado ainda ia procurar os documentos da Maria.

Fiz os dois processos juntos e a taxa consular foi de €135,10 (R$536,75 na conversão do dia). Isso sem contar o quanto gastei para obter os documentos e os apostilhamentos, mas faz parte. Como mencionei em algum post anterior sobre a série Cidadania Portuguesa, prepare os bolsos, porque não é barato. Mas vamos pensar que é um investimento pra vida toda – literalmente.

Com todos os documentos prontos, a taxa paga e o recibo impresso, fui aos Correios. Comprei um envelope extra de Sedex e já deixei com o meu endereço. Quando o processo é finalizado, o Consulado devolve o que você envio e manda os registros de averbação do casamento e do óbito. O que é ótimo: no pedido de cidadania do meu avô, eu não tive que tirar algumas vias. Mandei as mesmas e economizei um pouco.

A conclusão das transcrições foi rápida. Os documentos chegaram no Consulado dia 6/04/2018 e a transcrição foi concluída no dia 18/04/2018.

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