Do trabalho pra casa | O dia-a-dia da vida real!
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Cidadania Portuguesa: as transcrições

Depois de encontrar os documentos que me permitiam conseguir a cidadania portuguesa, me joguei em busca de informações sobre o primeiro passo. E tudo começa com a boa e velha transcrição.

Quando minha bisavó veio ao Brasil, ela era solteira. Se casou aqui, teve filhos e faleceu, mas nunca atualizou as informações no Consulado de Portugual. E convenhamos: obter a cidadania nada mais é do que isso. Uma atualização de dados. Por isso, antes de dar entrada no processo do meu avô, foi necessário transcrever o casamento e o óbito de Maria em seu país de origem. Eu sei que algumas pessoas optam por dar entrada direto por Portugal, mas como eu fiz pelo Consulado, vou falar sobre esse meio de atendimento.

Eu achei o processo de transcrição bem tranquilo. Mas acho que isso só ocorreu porque eu garanti que tivesse os documentos pro processo inteiro do meu avô (clique aqui e veja como consegui os documentos). Desde a transcrição até a cidadania. Obviamente, tive que fazer uma ou outra correção. Mas qualquer coisa que o Consulado precisasse, eu já sabia onde conseguir. Então fica uma dica valiosa: antes de iniciar qualquer coisa da sua cidadania portuguesa, tenha tudo em mãos.

E eu só precisei transcrever o casamento porque minha bisavó era portuguesa. Como meu bisavô declarou o nascimento dos filhos, eu precisava provar que meu avô era filho da Maria. E essa prova começou com o casamento deles.

Cidadania portuguesa: os documentos
Cidadania portuguesa: você tem direito?
Cidadania portuguesa: o começo

3 atitudes que me impediram de desistir

Eu caí na primeira tentação de quase desistir. De novo!

Lembram que eu falei no primeiro post (clique aqui para ler) sobre minha facilidade em não seguir com projetos?  Nessa última semana, tive a primeira prova com o blog. Eu não quero desistir dele, mas tem horas que me dá uma apatia, um cansaço e isso me impede de sentar e botar as mãos na massa (ou nos textos). Eu sei que eu preciso escrever, que é um projeto que eu gosto e me faz bem. Mas parece que é mais forte do que eu.

E estava indo tudo bem demais! Eu estava trabalhando no meu terceiro livro, revisando e acrescentando partes. Está ficando tão lindo e tão do jeitinho que eu queria. Peguei do primeiro capítulo, reescrevi quase tudo. Refiz pesquisas, revisei datas. Tudo para ficar perfeito. E, de repente, puff. O ânimo some, a vontade evapora e eu fico olhando pro computador, sem saber o que fazer.

Às vezes, a gente passa por algumas fases da vida que são difíceis de entender. Um problema puxa ao outro e, quando vemos, perdemos um ano inteiro de oportunidades. Tudo porque alguém errou a mão em algum momento. Você também tem essa sensação?

Resgate: um texto de dentro do avião
Um desafio de rotina

Cidadania portuguesa: os documentos

Tem uma coisa no seu processo de cidadania portuguesa que valerá mais que gasolina: o assento de nascimento do português. E, dependendo do caso, pode dar mais trabalho para tirar do que encontrar combustível na greve! Mesmo que você não tenha o documento, é necessário saber os principais dados de quem vai o início da sua cidadania. Você precisa saber o nome, a filiação, data de nascimento, concelho (assim mesmo, com C) e freguesia. Com essas informações, já fica bem mais fácil.

No site do Consulado de Portugal é possível acessar a lista de documentos, levando em conta o processo que você se encaixa (clique aqui para saber mais). Mas "voltando a fita", antes de pedir o reconhecimento da cidadania, volto no assunto importante: você tem o assento de nascimento do cidadão português?

Como mencionei no primeiro post da série, eu não tinha muitos documentos. A minha busca começava com o panfletinho entregue no velório da minha bisa e o depoimento das minhas tias-avós. Todo mundo sabia que Maria era portuguesa, só não sabiam de onde. Uns diziam que era de Lisboa, outros só que era de Portugal. Não tínhamos um documento que mostrasse de onde ela realmente era.

Para não dizer que eu estava 100% desamparada, meu tio João, irmão do meu avô, disse que a certidão de casamento dos meus bisavós estava em Boa Esperança do Sul – SP. No entanto, com as informações vagas que eu tinha (e a má vontade do pessoal do cartório), ninguém conseguia localizar documento algum.

Cidadania Portuguesa: as transcrições
Cidadania portuguesa: você tem direito?
Cidadania portuguesa: o começo

Porque eu amo fotografia (e você devia amar também!)

Escrever certamente é minha primeira paixão. Tanto que escrevi dois livros e estou revisando o terceiro. Eu me pego escrevendo o tempo todo, seja mensagens pras minhas amigas, textos aleatórios, posts do blog ou ideias que podem virar livros. O importante é manter minha cabeça sempre ocupada e em movimento. Mas tem outra coisa que eu também sou a-pai-xo-na-da: fotografia. E você devia ser também.

O fotógrafo norte-americano Aaron Siskind definiu essa arte de uma maneira muito interessante. Ele disse que “a fotografia é uma maneira de sentir, de tocar, de amar. O que você captou no filme é capturado para sempre. Ele se lembra de pequenas coisas, muito depois de você ter esquecido tudo". É ou não é a descrição perfeita?

Quantas vezes você voltou no tempo ao olhar uma foto? Lembrou de um momento incrível, de uma situação engraçada, de uma lição que aprendeu. É a magia da fotografia. E essa mágica já devia ser um motivo pra você amar tirar fotos.

Mas se ela ainda não for suficiente, separei algumas fotografias que eu mesma tirei. Quero compartilhar com vocês, junto com um resuminho do lugar e de um sentimento que a foto me traz.

porque-eu-amo-fotografia-e-voce-devia-amar-tambem

Buenos Aires, Argentina // Viagem com o meu pai em 2013 // Sentimento: alegria

Cidadania Portuguesa: as transcrições
3 atitudes que me impediram de desistir
Cidadania portuguesa: os documentos

Cidadania portuguesa: você tem direito?

Enviamos os documentos da cidadania portuguesa do meu avô! E eu nem estou acreditando nisso. Foram colocados nos Correios ontem, 14/06 e, segundo o rastreio, está chegando em São Paulo já. Foram tantos meses de pesquisas e trabalhos, que fica difícil acreditar que está tudo caminhando. E sabe o mais fofo disso? É que meu avô fica todo orgulhoso, mesmo sem entender a dimensão que uma cidadania europeia tem na vida de alguém.

No entanto, antes de sair correndo atrás de documentos, fazendo buscas intermináveis e gastando uma grana boa (porque gasta, viu?), é essencial entender se você tem ou não direito à cidadania. Porque uma vez que você entra nessa onda, o trabalho é grande demais para ser em vão.

O cenário mais ideal é o de descendência direta, que não tenha interrupções de geração. Isso, óbvio, pra qualquer processo de dupla nacionalidade. Então, como primeiro passo, você precisa se encontrar nessa lista:

I- Filhos de portugueses

Filho(a) de português nascido em Portugal ou no estrangeiro. Atenção: esta hipótese se aplica apenas aos filhos menores ou maiores de idade de português originário, ou seja, cuja nacionalidade foi atribuída e não adquirida.

Assim, ao filho(a) de pai/mãe português que adquiriu a nacionalidade (por exemplo, por ser cônjuge de português ou por ser neto de português antes da vigência do Decreto-Lei nº 71/2017) se aplica a hipótese VI desta lista.

II- Netos de portugueses

Neto(a) de português nascido no estrangeiro, desde que demonstre possuir laços de efetiva ligação à comunidade nacional portuguesa (ou que se enquadre numa das hipóteses legais de presunção de vínculos). Atenção: esta hipótese também aplica-se apenas ao neto(a) de português originário, ou seja, cuja nacionalidade foi atribuída e não adquirida.

Assim, esta hipótese não se aplica ao neto(a) de avô/avó português cuja nacionalidade foi adquirida (por exemplo, por ser cônjuge de português ou por ser neto de português antes da vigência do Decreto-Lei nº 71/2017).

Cidadania Portuguesa: as transcrições
Cidadania portuguesa: os documentos
Cidadania portuguesa: o começo

Resgate: um texto de dentro do avião

Há algumas semanas, comprei uma escrivaninhas nova. A minha já estava meio capenga, coitada. E na arrumação, acabei achando meu Filofax vermelho, divo master, agenda mais linda que já comprei. Fui dar uma fuçada e, dentre as coisas mais curiosas que eu encontrei, estava um texto escrito em 2015. Eu lembro que estava dentro de um avião da Passaredo, voando de Ribeirão Preto para o Rio de Janeiro. A ideia provavelmente era postar, porque eu mencionei isso no texto. Então resolvi cumprir a missão com 3 anos de atraso.

Espero que gostem. Eu ri muito, na verdade. Não lembrava que eu podia ser tão sincera nos meus devaneios aéreos. Fora que foi bem legal relembrar um pouco dessa minha vida pelos ares e desse meu amor por aviões e aeroportos. Confesso: um dos meus sonhos é aprender a pilotar. Quem sabe um dia, né?

Enquanto isso, presenteio vocês com essa pérola. Aproveitem!

Gosto de avião. Assim mesmo, sem rodeios. Gosto tanto que escrevo esse post de dentro de um. A chance de ir ao Rio de Janeiro novamente apareceu e eu não podia deixar passar. Como em todas as outras idas, a "cidade maravilhosa" promete novas e emocionante histórias. Mas voltemos aos aviões.

Se eu pudesse, só viajaria assim, pelos ares. Sei que muitas pessoas tem medo, acham que as chances de morrer são maiores. Besteira. Acontecem muito mais acidentes de carro do que de avião. E também, as chances de sequelas resultantes de um acidente de carro são bem grandes. Já de avião…

Entrei num avião pela primeira vez há mais de 10 anos. Comecei indo pro Rio Grande do Sul. Depois Bahia, Canadá, Rio de Janeiro, Argentina, Rio de novo. Viagens com os pais, com amiga, com cachorro. Poucas malas, muitas malas. De Airbus, de Embraer e de ATR72. Voos internacionais em aeronaves gigantes, voos nacionais em aviões pequenos. Hoje, 16 de maio de 2015, estou no meu voo mais "compacto".

Já tive vizinhos de poltronas quietos, ansiosos, medrosos (oi pai!) e inexistentes. Três poltronas só pra mim. Já peguei voo lotado, desses que não dá para se mexer direito. Já peguei voo internacional quase vazio. A Air Canada já me ouviu suspirar de alívio ou chorar de dor. A Tam já me levou várias vezes. Desde a primeira, na verdade. Já passei medo na Gol, que disse que seu avião "mais seguro" era o que eu estava. E ele era da época da Varig!A Azul me encantou com a aeronave, me perdeu com os preços. Suas poltronas brancas são lindas, mas caras demais. Comissários? Alguns sérios, outros carinhosos, mas todos muito bem treinados.

Já vi comissária da Air Canada bancando a babá e andando pelo avião inteiro com um bebê, só para que a mãe pudesse jantar. Aliás, café da manhã, lanche da tarde e janta em avião são sempre… interessantes. Na AC, tive o mesmo cardápio por 3 vezes. Não é fácil!

resgate-um-texto-de-dentro-do-aviaoTurbulência em avião pequeno é mil vezes pior que em avião grande. Sacode até a alma. Ah, também já perdi voo. Duas vezes, por sinal. Faz parte, eu acho. E já me perdi em aeroporto. Foram 3 vezes e sempre no mesmo (beijos, Toronto!). Já tive que tirar os sapatos, já abri mala na inspeção, já abriram minha mala e já paguei excesso de bagagem. Já paguei pro meu cachorro e ele se comportou como um cavalheiro.

E por que eu to falando tudo isso? Porque hoje estreio minha sequência de viagens com a Passaredo e fique nostálgica. Aviões até parecem ser todos iguais, mas não são. Cada um carrega uma história, carrega lembranças boas e ruins. E eu adoro isso. A Mariana do primeiro voo da Tam é 100% diferente da Mariana da Passaredo. Mas ambas concordam numa coisa: elas amam aviões. E aeroportos. E essa vida aérea.

3 atitudes que me impediram de desistir
Um desafio de rotina

Conheça meus livros: AMICA e AMPCA

Das coisas que eu fiz e mais me orgulho, escrever livros está bem perto do topo da lista. Embora algumas pessoas não curtam a ideia, eu considero meus livros como filhos. Amo o trabalho, o resultado e ver que eles levam alegria por aí. Cada mensagem que recebo sobre eles, é um calorzinho no coração. Então me deixem amar meus bebês. 💖

Minha obra de estreia no mundo literário foi Ao meu ídolo, com amor, escrito em 2012. Tivemos versão independente, versão com uma editora menor e, em 2014, ele foi publicado pela Universo dos Livros. Além disso, participou de algumas Bienais do Livro e, para minha alegria, sempre teve uma boa demanda (tá bom, ele esgota! #mãebabona).

conheca-meus-livros-amica-e-ampca Ao meu ídolo, com amor conta a história eletrizante e apaixonante da investigação de um misterioso assassino em série. Bernardo Monteiro é um jovem ator queridinho de todas as meninas do país. Sua vida parecia perfeita, até que, misteriosamente, suas namoradas começam a ser assassinadas. A experiente investigadora de polícia Ana Maria Paviani, que já solucionou casos praticamente impossíveis, tem o desafio de desvendar esse mistério, que parece não ter solução! Esses assassinatos só não lhe tiravam mais o sono do que a necessidade de contato entre ela e Bernardo. Dizer que não se gostavam era pouco para duas pessoas que não tinham a menor vontade de passar mais de dois segundos no mesmo ambiente. No entanto, eles não terão muita escolha depois do plano que ela e sua equipe desenvolveram. Essa história envolvente vai abalar as estruturas da vida de Bernardo e Ana Maria, principalmente quando alguém começar a se apaixonar…

Cidadania portuguesa: o começo

Se tem algo que aprendi quando fiz intercâmbio é que tem um mundo gigante lá fora. E que eu tenho uma necessidade grande de fazer parte dele. E ter uma segunda cidadania, é algo que ajuda muito!

Há muito tempo que converso com meus pais sobre tirar cidadania europeia. Da parte do meu pai, posso pedir a italiana. Da parte da minha mãe, a portuguesa. Mas o grande desafio está justamente nesse verbo: pedir.

Para dar entrada na cidadania italiana, tínhamos todos os documentos do meu bisavô, pai da minha avó paterna. Luzia, esposa do italiano e minha bisavó, faleceu há três anos e guardava os pertences do marido com muito carinho. Só precisávamos, de fato, iniciar as transcrições para o italiano e abrir o processo no consulado. O tempo de espera? Em média 12 anos. Ou então, era só pagar mais de R$50 mil e correr o risco de ser uma das pessoas que perderam todo o processo por irregularidades.

Aqui pausa para uma observação: se tem algo que eu aprendi num curso que eu fiz sobre a Disney é pra não mentir para consulado/oficial de imigração. O jeitinho brasileiro só funciona aqui, então nem vale a pena se arriscar. E essa coisa de "caminho mais rápido" nem sempre significa "caminho mais seguro". Na real, quando tentamos burlar alguma coisa, as chances de dar errado são grandes. E pagamos caro demais, tanto pelo dinheiro, quanto pelo tempo perdido.

Cidadania Portuguesa: as transcrições
Cidadania portuguesa: os documentos
Cidadania portuguesa: você tem direito?

Um desafio de rotina

Oi. Tudo bem?

Você talvez não me conheça, então vou falar rapidinho sobre mim. Meu nome é Mariana, tenho 29 anos (socorro, os 30 tão logo ali!), moro em São Paulo e trabalho na empresa mais amada do momento. Não, não é exagero. Somos mesmo muito queridos! 💜

Sou apaixonada e mexo com blogs/redes sociais há mais de 15 anos. Nunca trabalhei profissionalmente com isso, mas já ensinei algumas pessoas que, mais tarde, davam palestra sobre o assunto. Já incentivei uma agência de Santos, onde morei por 12 anos, a ter redes sociais e uma Universidade também. Mas tem aquele velho ditado: santo de casa não faz milagre. E nunca levei a sério os meus conhecimentos. Não o suficiente para trabalhar com isso.

Em 2010, criei o MarianaPereira.com, incentivada por uma amiga. Foi muito legal, uma experiência incrível. Só que a vida foi mudando, novos compromissos foram surgindo. E eu perdi aquele amor por escrever naquele espaço. A proposta dele não se encaixava na Mariana de hoje. Ou a Mariana de hoje, depois de tantas coisas, já não se encaixa mais nele. Então optei por buscar uma outra opção, uma forma da Mariana adulta se expressar num espaço só dela. E vocês acham que é fácil? Negativo!

Eu tenho uma tendência absurda a desistir das coisas (já me disseram que é por falta de 5 e 6 na minha data de nascimento, algo relacionado a "colocar os projetos pra andar"). Dizer que eu pensei em desistir desse blog, é piada. Eu cheguei a olhar pra ele e me questionar o que eu estava fazendo. E aí pensei: po, mas é o que eu gosto de fazer. É escrever, me comunicar com as pessoas. Por que eu deveria desistir? Fechei tudo e fui dormir. O dia seguinte me daria uma resposta.

3 atitudes que me impediram de desistir
Resgate: um texto de dentro do avião